terça-feira, 23 de maio de 2017

Coronel critica Kannário em episódio com PM: ‘Se chego na hora, iria arrancá-lo do trio’


Durante a apresentação de domingo (21) na Micareta de Feira, Igor Kannário parou de cantar para repreender a ação de uma policial. O cantor teria a acusado de agredir foliões durante a festa e dito que é ‘mais autoridade’ que um policial por ser vereador. A ação teria sido vista como desacato pelo coronel do Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), Adelmário Xavier. Ele declarou ao Acorda Cidade que o artista deveria ter recebido uma resposta rígida da Polícia Militar. “Se eu chego perto dele, o procedimento normal era deixar terminar a apresentação e conduzi-lo à delegacia. Se eu chego na hora iria arrancá-lo do trio e, caso fosse eu, iria fazê-lo engolir aquele microfone para ele aprender a respeitar as pessoas e a Polícia Militar da Bahia”, disse o coronel.  No instagram, a assessoria de Kannário relatou que o artista ficou “abismado” com a ação da polícia de Feira e que pedirá uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Salvador para que o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Anselmo Alves Brandão esclareça os fatos e as providências que serão tomadas. Em nota, o cantor informou que vai entregar uma representação ao Procurador Geral do Ministério Público do Estado da Bahia e à Corregedoria da Polícia Militar para que os órgãos “apurem a violência praticada”. Em resposta, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que vai investigar os supostos excessos cometidos na festa e que estão abertos para receber qualquer tipo de denúncia de abuso policial (leia aqui). Entretanto, a SSP repreendeu a atitude de Kannário, pois ele teria tentado “levantar e instigar uma disputa de poderes em um evento público, inclusive desqualificando a centenária e respeitosa Polícia Militar”, e que isso não são condutas esperadas de um artista e membro do legislativo. O órgão explicou ainda que tomará as providências judiciais cabíveis caso fique comprovado que a denúncia de Kannário foi uma forma de realizar desacato.

Foto: Reprodução / Ed Santos / Acorda Cidade

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