quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Deputado carioca é acusado de espancar advogada


O delegado Deoclécio Francisco de Assis Filho, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), convocou o deputado estadual Samuel Corrêa da Rocha Junior, o Samuquinha, do PR, a prestar depoimento na delegacia. A informação é da assessoria de comunicação da Polícia Civil. Samuquinha é acusado de agressão pela advogada Christine Calixto. Ainda segundo a assessoria da polícia, foi instaurado procedimento para investigar crime de lesão corporal e dano.
Em fotos tiradas no dia em que afirma ter sido agredida, Christine mostra os hematomas na nádega e braço esquerdos (Foto: Bernardo Tabak/G1)
Em entrevista ao G1, na noite de segunda-feira (22), a primeira coisa que a advogada Christine Calixto fez foi mostrar hematomas no braço esquerdo, atrás do pescoço e nas pernas. Segundo ela, as manchas roxas são resultado da agressão cometida por Samuquinha, há pouco mais de uma semana, na madrugada do dia 13 de outubro. ‘Foi um espancamento, uma sessão de tortura que durou três horas’, contou. De acordo com a advogada, a agressão ocorreu dentro de um barco de Samuquinha, que, na ocasião, estava ancorado no Iate Clube Jardim Guanabara, na Ilha do Governador.
Procurado pelo G1 nesta segunda-feira, o deputado Samuquinha não foi localizado. Mas, segundo Antônio Carlos, chefe do gabinete do deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Samuquinha afirmou que sequer conhece Christine Calixto, que as acusações da advogada são “calúnias” e que estaria “entrando com medidas judiciais contra essa senhora”. Antônio Carlos explicou que Samuquinha “não iria se pronunciar nesta segunda-feira” e que os advogados do deputado “foram à delegacia para ver do que se trata a denúncia”.
Além de ter registrado o caso na 37ª DP, Christine Calixto também registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro do Rio. A assessoria da Polícia Civil informou que essa ocorrência já foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ), com cópia para a Corregedoria da Alerj. “Tenho provas de que não é uma calúnia. A Justiça vai ser feita, mas não vou esquecer disso jamais”, disse a advogada.
O deputado Samuquinha, em foto exibida pelo site da Alerj (Foto: Reprodução/site da Alerj)
O deputado Samuquinha, em foto exibida pelo site
da Alerj (Foto: Reprodução/site da Alerj)
‘Ele me apresentava a todo mundo como namorada’, conta advogada.
Christine Calixto conta que conheceu Samuquinha em julho, quando recebeu um convite de um amigo do deputado, que também era conhecido dela, para ir ao churrasco de aniversário de uma delegada. Segundo Christine, na festa, além do deputado, havia outro delegado, promotores e um conhecido jogador de futebol.
“Na festa, o Samuel – porque não o chamo de Samuquinha, mas sim de Samuel – ficou me olhando até que veio falar comigo. A primeira coisa que perguntou foi: ‘Você é casada?’ Respondi: ‘Não. Sou divorciada. E você, é casado?’ E ele me disse que não”, recorda a advogada. Em entrevista ao jornal “O Dia”, Samuquinha afirma ter “mulher e filhas”.
Christine diz ainda que, na festa, Samuquinha contou ser médico cardiologista. No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consta que a formação do deputado é: Ensino Médio completo. Já de acordo com o site da Alerj, Samuquinha é formado em Administração.
De acordo com Christine, os dois passaram a se encontrar com freqüência, e ela inclusive teria ido ao apartamento dele, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. “Um dia, fomos juntos a uma tabacaria e a um trailer na Praia da Barra. E ele me apresentava a todo mundo como namorada”, lembra. “Certa vez, fomos a outro barco dele, que estava ancorado lá na Barra da Tijuca”, acrescenta a advogada.
“O Samuel nunca tinha se mostrado uma pessoa violenta. Muito pelo contrário: era a pessoa mais dócil do mundo e me tratava muito bem. Sempre me deu flores. Eu retribuí com vários presentes, que estão no barco dele”, conta Christine. G1

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